Era de Aquário? Esotéricos acreditam que 2021 é um ano de transição

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Não precisa sequer acreditar em astrologia para, a cada véspera de Ano-Novo, reservar um tempinho para, ainda que discretamente, atualizar-se sobre o que dizem os astros quanto ao ciclo que se inicia. E agora, depois de um 2020 em que o mundo se viu surpreendido pela emergência da maior crise sanitária do último século, é grande o desejo de vislumbrar por uma fresta astral o que 2021 trará.

Em busca de respostas, a reportagem de O TEMPO ouviu uma astróloga, um bruxo moderno e uma numeróloga sobre o que muda e o que permanece, aos olhos do esoterismo, a partir de 1º de janeiro. A sentença é, de maneira geral, a de que o próximo ano será menos surpreendente, mas tão desafiador como este que agora se encerra. Além disso, é clara a tendência para a quebra de paradigmas socioculturais, de forma que um senso de comunitarismo deve, aos poucos, ir ocupando o espaço do individualismo. Ao mesmo tempo, o desejo de estabilidade tende a perder força, enquanto ideias novas devem ser fortalecidas a partir de 2021 – o que implica inovação não apenas tecnológica, mas também política, econômica e social.

O início de uma nova era?

Ponderando que “a astrologia não faz previsões, mas aponta caminhos, que dependem da ação individual para se concretizarem”, a astróloga Adriana Affonseca é assertiva: “Há uma grande ansiedade pela vacina (contra a Covid-19), como se tudo fosse voltar a ser como antes. Isso não vai acontecer. Não vamos ficar livres tão rapidamente”, garante. No mesmo sentido, o bruxo moderno, terapeuta holístico e astrólogo Júlio Archanjo sustenta que 2021 será “um ano desafiador, que vai exigir resiliência e disposição para aprender, assim como aconteceu em 2020, mas que trará menos surpresas”.

Alertando tratar-se ainda de leituras preliminares – pois previsões mais definitivas são feitas entre os dias 20 e 21 de dezembro, no dia de solstício, que inaugura o verão e quando o céu fica mais claro para a leitura de astros –, Archanjo já faz análises concretas. “Podemos esperar uma quebra de paradigmas. Este será o início de uma nova era”, afiança, explicando que, nos próximos dias, Júpiter e Saturno entram na casa do signo de aquário, que tem como elemento o ar, depois de terem ficado cerca de 200 anos no signo de capricórnio, cujo elemento é a terra. Ele explica as diferenças entre essas forças astrais. “Quando pensamos em terra, pensamos em estabilidade, tradicionalismo, estrutura e até em nacionalismo. E estes são componentes que refletem o cenário construído nos últimos dois séculos”, define.

“Agora vamos para uma visão que é oposta a essa. É como se, antes, a força fosse a de uma âncora, que afunda e sustenta em um mesmo lugar, passando neste novo momento para uma boia, para a flutuação e o movimento”, explica, enquanto admite que, no início, essa transição poderá parecer confusa e caótica – “como um pássaro que ficou a vida toda em uma gaiola e passa a ter liberdade”. Mas as mudanças trazem também oportunidades. “Novas ideias vão surgir, a relação com a estrutura financeira e política vai se transformar, sendo que a tecnologia terá protagonismo nesse processo”, crava, indicando que há inclinação para um forte movimento de não segregação, em que o olhar se voltará para a comunidade como um todo, e não para o individualismo. Nesse contexto, ideias velhas de sociedade devem ruir: “É uma morte cronometrada”.

Análise parecida é feita por Adriana. Ela lembra que Saturno é o planeta do alicerce, da construção. “Ao entrar, no dia 17 de dezembro, em aquário, podemos esperar o fortalecimento da concepção de novas estruturas, mais pautadas pela solidariedade, pela igualdade e pela responsabilidade comunitária. As palavras-chave são ‘coletivismo’ e ‘compartilhamento’”, sinaliza. Essa transformação será potencializada pela chegada, no dia 19, de Júpiter também em aquário. “Esse astro é o grande expansor, conferindo mais vigor a essas novas propostas. É um casamento interessante e que vai ser bom para quem estiver disposto a rever seus conceitos, a deslocar seu olhar para o cuidado – tanto em relação a outras pessoas como em relação à natureza”, assinala.

A astróloga também vê uma força crescente da inovação tecnológica, que deve ser dirigida para o bem comum. “Urano rege a internet, e Urano rege aquário. Muitas criações vão surgir e estarão coerentes com essa nova proposta, menos individualista e mais coletivista”, acrescenta.

Baralho político. Ainda que façam ressalvas sobre leituras do mundo político, tanto Adriana Affonseca como Júlio Archanjo acreditam que o período que se inicia é de renovação. “Mas estamos falando de uma renovação autêntica. A energia de ar não é muito facilmente enganada. Essa coisa de manipulação, de fake news, não vai pegar muito. A gente deu uma mergulhada na mentira e, agora, deve sair disso”, aponta ela, enquanto ele sustenta que “estruturas políticas, culturais e religiosas muito retrógradas devem ficar enfraquecidas diante das novas ideias”.

Cartas para o amor. O ano de 2021 vai ser regido por Vênus, “planeta que fala sobre como a gente se enxerga em frente ao espelho, sobre beleza e sensualidade”, aponta Júlio Archanjo. Em suas leituras, ele prevê que separações e uniões inesperadas devem acontecer. “É um ano potencialmente agitado”, diz. Já Adriana Affonseca lembra que, na virada do ano astrológico, que acontece no dia 20 de março, quando o sol entra no primeiro grau de áries, Vênus estará em peixes. Isso significa que existe uma inclinação para a busca de relacionamentos harmoniosos, pautados pelo diálogo e pela compreensão.

O que sugerem os números?

Há pontos de confluência entre as análises astrológicas e a leitura que a numerologia faz sobre a energia que 2021 carrega. “Vamos ter um ano de soma três (considerando o somatório dos algarismos das casas da dezena e da unidade) e um milênio de soma cinco (considerando a soma dos algarismos de todas as casas)”, explica a numeróloga Jane Laykari de Almeida.

De acordo com ela, o três representa uma triangulação, ou trindade. “É a conexão entre corpo, mente e espírito, entre Deus, ou o cosmos, a natureza e o homem”, detalha. Características desse número são a expressividade, a alegria e o desejo de viver a vida integralmente. Já o desafio está em não agir irresponsavelmente e em manter os pés no chão, sem ceder à busca por prazeres superficiais, o que pode levar a uma perda desse desejo de vida, à tristeza e à depressão.

Já o número cinco se traduz na liberdade. “Além de estar ligado à busca por refinar os cinco sentidos, o que vai se refletir na tonificação da intuição, e de estar associado à capacidade de comunicação, valorizando as informações, esse número representa a liberdade. Nesse caso, é preciso não se descuidar da disciplina”, analisa Laykari.

Por fim, ela examina que a junção dos dois números vai desaguar em uma preocupação com pequenas coisas e foco na natureza e na ecologia, sendo uma oportunidade para rever padrões de consumo.
Fonte: O Tempo

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